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Isso é muito Alô

Tá Bombando


Rádio, o veículo que mais se reinventa, segue no topo da audiência

 

Com o avanço das novas mídias, o futuro do rádio é tido por alguns como incerto. Há alguns anos, vem se discutido a manutenção deste meio como fonte de renda para as empresas de comunicação e, também, como canal de informação, música e entretenimento. Afinal, os canais musicais on-line, podcasts e aplicativos estão cada vez mais disseminados. Mas o que faz o rádio, em 2020, ainda ser um forte veículo de massa?

 

O Ibope aponta que 89% da população brasileira consome esse meio de comunicação. A pesquisa foi aplicada em 13 regiões metropolitanas e traçou o perfil do ouvinte, além de seus hábitos de consumo. Uma característica forte deste veículo é a abrangência. Você pode estar sintonizado a qualquer momento e em qualquer lugar. Para se ter uma ideia, segundo o levantamento da audiência de rádio da Kantar IBOPE Media, cinquenta e dois milhões de indivíduos estão, diariamente, ligados nas programações por 4h36 em média.

 

O jornalista e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, Márcio Guerra, afirma que o rádio nunca vai acabar. O especialista, que tem o rádio como uma de suas paixões, faz um diagnóstico das faces deste meio de comunicação. “O rádio se reinventa a cada dia, sem perder a sua essência. Sua queda se deu muito mais por conta de más gestões dos donos do que do veículo e dos radialistas e jornalistas que o fazem. O rádio continua sendo interativo, veloz, responsável, amigo, parceiro dos seus ouvintes. Os seus críticos já não encontram mais argumentos para anunciar seu fim, porque a cada mudança tecnológica ele as incorpora e se mantém firme”, enfatiza.

 

Da mesma forma a professora de radiojornalismo, Tâmara Lis, acredita que o rádio ainda se mostra importante e presente no cotidiano das pessoas porque ele é, como bem disse Cyro César, a mídia da emoção. “A relação que se estabelece entre o locutor/radiojornalista e o ouvinte é de cumplicidade, companhia e confiança. Uma relação de afeto mesmo. Embora tenhamos muitos recursos para nos informar ainda faz bem ouvir a voz de outra pessoa nos contando a notícia”. Para a doutora em comunicação, o fato do rádio falar, prioritariamente, das notícias locais cria também a sensação de pertencimento, o que gera o prazer de nos ver sendo importantes o suficiente para sermos noticiados e também reconhecidos em nossas conquistas. “A comunicação pelo rádio, seja vinda de um aparelho antigo, ou via satélite, se manterá viva e forte enquanto ainda houver do outro lado do rádio gente”, destaca.

 

Consumo de rádio na pandemia

Estudo da Kantar Ibope Media aponta que o consumo do rádio aumentou consideravelmente durante o período de isolamento social para o combate ao novo Coronavírus. Apesar da quarentena, 71% dos entrevistados afirmaram que consomem mesma quantidade ou mais de conteúdo radiofônico. E 20% disseram ouvir “muito mais” rádio após o isolamento. O tempo destinado pelos ouvintes também teve ligeiro aumento no período de isolamento – de 4h02 em fevereiro para 4h18 em março.

O estudo trouxe outros dados importantes: além de ser uma fonte de informações, o rádio também tem auxiliado diretamente os ouvintes na busca de um maior bem estar durante a pandemia. Entre os pesquisados, 52%  disseram que escutam o rádio para ouvir música, 50% para se distrair, 43% para se informar sobre os últimos acontecimentos gerais, 23% para se informar sobre o Covid-19 e 10% porque tem mais tempo livre.

O dial AM/FM segue como principal plataforma de consumo, utilizado por 84% dos entrevistados pelo Kantar Ibope Media. A internet (streaming) foi usada por 19% dos ouvintes, sendo que 12% dos entrevistados afirmaram ter consumido o conteúdo de rádio por transmissões no YouTube.

 

Rádio Alô

A Rádio Alô! FM possui um amplo potencial, obtendo um dos maiores alcances do mercado de radiodifusão de Juiz de Fora e região. Abrange aproximadamente um raio de 180 quilômetros. Considerando as características da frequência modulada do FM, um universo de 2,5 milhões de pessoas, chegando a vários municípios. A Alô! está “na boca da galera” que curte uma boa música e irreverência. O público da 96,7 é fiel, atuante e participativo. Gosta de estar presente e se fazer presente. Se mantém como a única emissora FM em Juiz de Fora a atuar no segmento popular jovem, com estilo musical baseado no sertanejo, pagode, pop e funk. Somos um rádio que toca sucessos! Uma rádio popular e não popularesca. Uma rádio jovem e dinâmica. Tocamos o que é sucesso em todos os lugares.

 

“Seja, viva, ouça e sinta o rádio. Você faz parte disso.”